quinta-feira, 16 de abril de 2020

Sete.

Ontem você completou 7 meses de vida e, como todo dia 13 do mês, dançamos juntos.
Ouvir suas gargalhadas enquanto rodopiamos pelos cômodos da casa é a minha parte preferida.
Desconfio que a vida seja um grande baile, Logan.
Entenda as melodias, estude as notas da música, dance em seu próprio ritmo.
Talvez muitos  não compreenderão os seus passos porque não estarão ouvindo as canções que você escolheu ouvir, mesmo assim, seja gentil e amoroso com todos e o mais importante: continue dançando alegremente, filho. Alegremente como nós sempre fazemos.

Eu te amo!

Sua sempre.






domingo, 23 de fevereiro de 2020

Me olhando no espelho 1

Gosto dessa paz que sinto: a de não ter grandes propósitos na vida, a de ir sendo devagar, sem pressa, a de não me levar tão a sério e, cada vez mais, levar menos a sério as pessoas. Gosto dessa paz que sinto quando me desprendo de coisas e pessoas que já não me identifico, deixando ir quem quer que seja ou o que já não se conecta mais comigo. Gosto dessa que me torno no gozar dos meus silêncios. Sou solstício.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Pumuckl - Recuerdos de minha Childhood


Hoje, faz exatamente um ano que desvendei um mistério de minha infância. Eu passei anos “perseguida” por uma lembrança vaga - muito vaga - de uma criatura minúscula de cabelo alaranjado, bem espalhafatoso, descalço que aparecia e desaparecia para um velho carpinteiro.

 Essas eram as únicas informações que conseguia ter em minha memória. Passei décadas perguntando aos amigos e parentes se eles haviam assistido esse seriado, se tinham alguma lembrança ou informação mas ninguém nunca tinha ouvido falar, ninguém tinha ideia ou lembrança de algo parecido ao que eu, com muito esforço, tentava descrever. O único que lembrava de algo ainda mais vagamente que eu, era o meu irmão mas não lembrávamos o nome do seriado, canal de TV que era exibido ou nenhuma outra informação que nos levasse a descobrir o que era aquela vaga imagem.

 Depois de anos, cheguei a pensar que, talvez, esse seriado não passava de algo fruto de minha imaginação, pensei que eu havia criado um amigo imaginário e que o meu irmão estaria confuso. Mesmo assim, a imagem insistia em minha memória ao ponto de eu conseguir fechar os olhos e sentir o cheiro de minha mãe cozinhando enquanto meu irmão e eu assistíamos esse seriado no sofá, vestidos em moletom. (o meu, vermelho e, o dele, azul)
Em minha memória, chovia sempre enquanto assistíamos e os raios refletiam na sala pela porta e janelas de vidro de uma casa que morávamos.

 Depois de décadas, um “insight”: fiz uma busca na internet, dessa vez, em inglês e espanhol usando a descrição limitada de minha memória e, para minha surpresa, achei essas imagens e um site em inglês onde alguém também buscava por essa mesmo seriado. Eu poderia escrever um outro texto sobre a enxurrada de ótimas lembranças que veio sobre minha infância no segundo que bati o olho nessas imagens. Que sorte achar graça em coisas tão simples! 

 Trata-se de Pumuckl, um seriado de origem alemã, onde o personagem principal era o duende Pumuckel, feito em animação, que contracenava com atores. Pumuckl é um personagem curioso e se porta como uma criança, faz travessuras e está sempre colocando seu Éder em emboscadas. Pode aparecer e desaparecer usando suas mágicas e somente seu Éder, um distinto carpinteiro pode vê-lo. No Brasil, foi exibido pela extinta TV Manchete.

 Pra minha alegria, além de reencontrar essa lembrança gostosa de minha infância,  nesse mesmo dia do ano passado, também descobria que estava grávida, dessa vez, de um menininho. Um pumuckl quem sabe...


                       https://youtu.be/vrN4V7xB2hQ



                                



terça-feira, 11 de junho de 2019

Trinta e Cinco

Hoje, celebro os meus trinta e cinco anos de vida e, até aqui, o sentimento é puramente de gratidão. Não sei exatamente a quem agradeço mas compreendo claramente ao que sou grata. Sou grata pela vida que estou construindo e por todos atalhos que me foram oferecidos e que recusei. Sou grata por não ter escolhido os caminhos mais fáceis e por ter compreendido que sou eu a responsável por todos os meus passos, incluindo os equivocados. Sou profundamente grata a todas as flores que a vida me trouxe, muitas delas, sequer desejei e justamente através delas aprendi a importância de alguns espinhos e a não lamenta-los mas recebe-los e torná-los parte de meu crescimento como humano.

Apesar de todos os espinhos e de minhas limitações humanas, tenho uma certeza sólida e que me acompanha faz muito. Essa certeza a qual me refiro transita entre o simples e o complexo pois traduz quase ou exatamente como a vida se apresenta para mim: uma corda bamba que hora me equilibro e hora derrapo. Essa certeza que tenho, eu chamo de desejo. Explico-me - De tudo que vi até aqui, sobre tudo aquilo que  senti e vivi, de tudo que minha consciência absorveu e minha mente captou, eu só entendi de verdade e bem nitidamente uma coisa: que dessa vida, eu só quero aquilo que me faz arder o peito, eu só desejo experiências que me motivem a ter a sensação de que a vida, apesar dos pesares, vale a pena.

A data a qual celebro o meu nascimento sempre me trás recordações das mais diversas como uma mistura de nostalgia e alegria em um só pacote. Lembro de ser criança e pensar no que eu gostaria de ser quando crescer após ser indagada por alguém. Pensar nisso, hoje, me faz sorrir meio abobalhada por dois motivos. O primeiro, pela complexidade da pergunta. Como em tão tenra idade uma criança precisa saber o que quer ser na vida adulta? O segundo motivo é justamente por essa pergunta  continuar fazendo parte da minha incontável lista de indagações.

E é na frente do espelho ou em momentos de silêncio é que ela reaparece. Afinal, o que eu quero ser quando crescer? Que tipo de ser humano quero me tornar? Com quem quero me encontrar quando me olhar no espelho? De que maneira posso ser relevante para mim mesma e para o mundo? Quero ser relevante? Preciso ser? De vez em quando, enquanto me faço esses questionamentos, contemplo qualquer paisagem de uma de minhas janelas e sempre volto pra um pensamento aparentemente óbvio:

Uma das coisas mais interessantes em ter crescido por fora é ter a possibilidade de continuar crescendo por dentro. Dentro, onde os espaços são infinitos e ilimitados. Dentro, onde podemos quem sabe, com sorte e sensibilidade, nos tornar grandes. Talvez infinitos.

A fita métrica da vida me convida a crescer a cada tombo que dou, a cada novo conflito que tenho, a cada encalço  equivocado e cada decepção que sofro. É como disse anteriormente, os meus anos de vida nem sempre me trazem flores e que bom que seja assim pois compreendi também que isso faz parte do processo de crescer. Crescer exige semeadura, paciência pra colheita, alguns despropósitos e umas tantas renúncias.
Essa mesma fita métrica me convida a crescer quando me descubro mais confiante e quando renovo minha fé na vida e nas pessoas a cada manhã. Ela me convida a crescer quando consigo fazer das pedras no caminho minhas aliadas e quando reconheço meus preconceitos, minhas falhas e meu egoísmo.

Ainda com sentimento de gratidão, contemplando um dia chuvoso desde de minha janela, com os olhos de criança que ainda vive em mim, a alma esperançosa, o espírito corajoso  e o cérebro cheio de palavras desorganizadas fazendo tantas perguntas ainda sem respostas, sonho acordada soprando 35 velinhas imaginárias e, a cada sopro, faço pedidos. Eis aqui alguns deles:

1. Que eu nunca esqueça que a felicidade mora em mim. Ela não está no imóvel novo, no carro contemplado, na viagem pra Europa ou nas mãos do outro. A felicidade é como me relaciono comigo mesma, é um tantinho de alegrias cultivadas ontem e um bocadinho de imersão no agora. É um reflexo que começa de dentro e transborda escorrendo pra fora. As demais coisas são complementos e extensão desse estado interior.

2. Que eu não perca a capacidade de me importar com as pessoas e que a gentileza nunca seja uma qualidade mas um princípio de vida que vai e vem, que eu pratico, inspiro e me devolvem.

3. Que eu continue me comovendo com as cenas grotescas dos jornais. Me importar me faz humana e me impulsiona a querer ser melhor pra o mundo triste que vejo lá fora sobretudo,  que eu me comova antes com a minha própria tragédia. É ela que me motiva a me colocar no lugar do outro e postar meus pés firmes no chão.

4. Que eu siga crescendo, aprendendo coisas novas, desaprendendo outras desnecessárias, desafiando a mim mesma e encontrando mais sentido no trajeto percorrido do que no resultado alcançado.

5. Que eu possa continuar me alegrando genuinamente com a alegria alheia independente de como eu esteja me sentindo. Que a felicidade dos outros continue sendo umas das minhas melhores  inspirações na vida.

6. Que eu siga a aprender sobre a arte da imersão sem distrações frívolas que me desconcentrem do que verdadeiramente importa em minha vida. A vida acontece agora nessa lágrima, nesse horizonte em minha janela, nesse torpedo recebido, nesse piscar de olhos, no momento que teclo essas palavras. O futuro não existe ainda e o que posso fazer por ele é somente viver o meu 'agora' de maneira extraordinária e prazerosa.

7. Que eu nunca esteja preparada para os "nãos" que ainda ouvirei da vida. Quero me surpreender com todos que me forem direcionados. Já entendi que é no meio da escuridão que nasce o esplendor do sol e que muitos "nãos" são tão ou mais importantes que muitos "sims".

8. Que eu aprenda a conversar com os meus medos e não a duelar com eles. Quando eu me alhio aos meus medos, eu consigo transitar por eles sem me deixar ser paralisada. Que o medo seja somente bússola, ferramenta que me mostre pra onde estou indo.

9. Que eu mantenha a minha serenidade nessa corda bamba da vida que hora é de  chorar e de sorrir, de morrer e de renascer.

10. Que a minha loucura não se ausente de meu espírito e que ela me impulsione a desenhar uma vida leve, empolgante e absolutamente válida para mim mesma e para aqueles que me cercam.

11. Que eu alcance  o privilégio de viver uma vida longa e de ter a ventura de ver meus pais, esses que amo incondicionalmente,  sorrindo, saudáveis e de bem com a vida mais que nunca antes.

12. Que eu consiga realizar pelo menos a metade dos meus sonhos secretos, dos mais bobos aos mais
coerentes. Sinceramente, os bobos são os mais coerentes. São eles que conduzem minhas esperanças.

13. Que eu nunca perca a fé, sobretudo, em mim mesma. Mesmo quando o mundo parecer cair sob minhas costas e quando ninguém mais acreditar em mim. Mesmo em momentos de dor onde eu possa me encontrar frágil e vulnerável a pensamentos somente negativos.

14. Que a música me leve sempre para os bons lugares, que ela continue a mover os meus melhores sentimentos e que me faça dançar "inside-out" ainda que os outros não consigam ouvir as notas que eu ouço.

15. Que os “meus” continuem sorrindo de dentro pra fora e que tenham vida abundante e repleta de saúde e alegrias.

16. Que eu siga aprendendo com o ato do desapego, respeitando e agradecendo pelo tempo que as pessoas permanecem e se vão de minha vida. Que eu sempre deixe uma boa recordação nelas e que as ruins sirvam de aprendizados para ambas as partes.

17. Que eu tenha a sabedoria de um alquimista capaz de transformar os meus piores sentimentos e sensações em algo que me impulse a praticar o bem, a fazer algo construtivo e significativo para mim e para os demais.

18. E, por fim, que eu continue celebrando a minha vida diariamente com todos os ônus e bônus por ela ofertados buscando sempre o meu autoconhecimento, mudando minhas folhas sem me
desprender de minhas  raizes e, mais que tudo, que eu continue fazendo da minha passagem
válida pelo menos para mim mesma.


A chuva sessou, o sol aparece entre as árvores. Vou tomar um banho, pintar a boca, me enfeitar. Estou animada e contente, confiante de que essa será a melhor das primaveras. Ela acaba de começar.



domingo, 10 de junho de 2018

Trinta e quatro


Junho, inverno brasileiro, 1984, 11:34am.
Nasci em uma manhã de inverno tropical. Não sei se o movimento dos planetas influenciam na minha jornada por causa desses números mas reverencio a minha jornada todos os dias.

Não me apego a datas, principalmente, as meramente comerciais. Sempre fui assim. Talvez, a consciência precoce  sobre a efemeridade das coisas tenha sempre me levado pro momento presente, a apreciar os pequenos instantes, a agradecer pelo  momento e pelos pequenos gestos. Tenho gosto pelo simples. A vida é um sopro... um sopro!

O tempo, esse mistério indefinido, tem me convidado  a olhar mais demorado, a caminhar mais devagar, a observar além da superfície, a compreender melhor o curso das coisas, a pensar com mais carinho sobre tudo que difere de mim, a desatar os nós sem rasgar as sacolas e  a agradecer pelos  novos percalços - quaisquer que sejam eles. O tempo tem me instigado a reconectar com vozes antigas e a reler histórias  enraizadas em mim.

Vejo que mudei. Muitos interesses e afinidades mudaram, algumas ideias  já  não são as mesmas e outras tantas estão mais sedimentadas. O que fica é a essência, essa que me norteia e me estrutura. Essa essência que transcende tempo e espaço,  essa que herdei do meu pai, de minha mãe e do chão que me criei.

O tempo também me trouxe a serenidade do entendimento de minhas incompletudes. Nada me define ou completa. Sou milhares numa corda bamba. Me descobrindo, caindo, levantando, seguindo, chorando, sorrindo, me superando e celebrando tudo isso. Sempre.
Hoje, sinto tudo  ainda com mais leveza. Me vejo caminhando muitas vezes na contramão e tudo bem ir pro Norte quando a maioria vão  pro Sul. Somos todos um no final. Talvez, resultados da explosão de uma mesma molécula.

Além de tantas outras, o tempo também me trouxe a sensação de alegria em viver bem em minha própria pele. Aliás, sempre me senti assim. Contente com todos os meus ônus e bônus. E, finalmente, o tempo também continua me trazendo doces surpresas:
Frutos
Sementes
E flores que nascerão em qualquer primavera. 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Patinando em meus trinta e três

Outro dia, meu marido me levou pra patinar no gelo e essa experiência foi  uma das mais divertidas e amedrotantes que já tive em se tratando de atividade física. Deu um medo danado de cair e quebrar o nariz, uma perna ou de bater a cabeça e ter que me despedir disso tudo aqui. Senti muita aflição quando  pensava que derrubaria alguém ou que poderia ser derrubada. Essa agonia te acompanha durante milhares de tentativas de deslizar o patins naquela pista imensa, gelada e repleta de gente cambaliando e patinando por todos os lados.

Manter o equilíbrio usando um sapato com suporte de metal me deu, literalmente, muito frio na barriga mas faz muito tempo que me descobri atraída por desafios, especialmente, os que me tiram da minha zona de conforto. Mesmo cheia de medo, a  experiência valeu por cada gargalhada e, garanto, foram  as mais altas do estádio. A prova real de que uma jovem adulta estava sendo criança de novo.

Patinar no gelo não  somente me divertiu mas também me levou pra longe, lá pra coleção de lembranças. Nas memórias mais divertidas de minha infância tem sempre uma bicicleta vermelha de segunda mão, um banho de chuva e de bica,  um par de patins velho, um carrinho de rolimã dos primos, as férias na avó e na bisa e as peças de teatro com o tio que também era o meu crush.

Tem sempre um monte de primo gritando, raladura nas pernas, brincadeiras de pular corda, três Marias, esconde-esconde e sabores do geladinho da vizinha. Tem roupa, gibis e brinquedos  repassados de primo para primo. Tem também aula de datilografia e tardes praticando caligrafia, muitos desenhos com giz de cera, banho no rio, Chaves toda tarde,  cara de boneca pintada de batom e a tabuada de 7, orgulhosamente, decorada. 

Nessas lembranças, tem também ardido de merthiolate no joelho, braço engessado, gosto de fruta arrancada do pé e, também, a total ausência da consciência do que era a vida. Era eu, genuinamente, criança. 

Mas essa coisa de patinar no gelo também me trouxe para o meu tempo  presente quando me fez refletir no  que tenho aprendido, no que tenho decidido desaprender e em quem tenho me tornado. Entre uma queda e um escorregão, essa tempestade de lembranças e pensamentos foram ganhando sentido e me dei conta que patinar não é tão diferente da vida. Eis as lições assimiladas: 

1. Você vai cair. Muitas vezes? Diversas vezes. Mas é preciso lembrar que o mesmo chão que você cai é também o mesmo chão que você usará  de apoio para levantar. Anotei isso em minha agenda caso eu esqueça. 

2. Alguém vai te empurrar por acidente ou intencionalmente e, se você cair, terá duas alternativas: ficar no chão chateado com quem te derrubou ou levantar e seguir. Se escolher seguir patinando, não esqueça de sorrir. Um sorriso genuíno tem a força de 37 raios e se quem te derrubou for sábio, vai escolher ser inspirado positivamente pela sua atitude. 

3. Aprendi também que do mesmo modo que existe aquele que te empurra, haverá de ter aquele  bem gentil que te ajuda a levantar. Acredite nisso, há muitas pessoas com boas intenções em todas as partes, de todos os credos e cores. Seja grato e retribua a gentileza gerando outras gentilezas por onde passar. 

4. Outra coisa que aprendi foi que, muitas vezes, a melhor coisa a se fazer depois de um tombo é rir de você mesmo. O sucesso e o fracasso são bons. Busque a sua serenidade, o entendimento desse fato está nela. 

5. Outra lição aprendida,  durante o processo, alguns amigos estarão patinando ao seu lado,  vocês rirão e aprenderão muitas coisas juntos, eles ajudarão a te reeguer e você fará o mesmo por eles e, de vez quando, vocês se desligarão. Respeite esse fato, tudo passa. Vocês já cumpriram a missão de um na vida do outro. Siga patinando e seja grato pela passagem deles.


6. Parar pra respirar e renovar as energias foi outra lição importante. Você caiu 78 vezes e levantou 91 outras, parece que já está entendendo a técnica e já consegue deslizar os patins com uma certa audácia, até já rodopia e posa pra fotos. Não seja tão convencido, PAUSE e RESPIRE! As pausas são tão importantes quanto a prática. Elas nos ajudam a nortear nosso próximo passo. Pause, não esqueça. Pause e respire. Deixe o seu corpo escutar a sua mente.

7. E, a última lição mas não menos importante: não compare o seu desenvolvimento com o dos outros. Temos todos tempos de aprendizado diferentes, todos nós temos habilidades distintas e, se você observar ao redor, estamos todos patinando na mesma pista e temos todos nossas próprias jornadas. Seja você, prefira você, admire seus progressos, mostre-os, compartilhe-os, inspire pessoas, faça qualquer merda épica, curta quem você é e o que você faz. 

No final, acho que aquela criança que não tinha consciência do significado da vida cresceu e continua não sabendo exatamente porque está aqui, mas já entendeu que a vida é  uma grande incógnita cambaleante, como quando ela está em cima dos patins.