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sábado, 16 de abril de 2011

Chico e eu no chuveiro


E quem  transforma imagem em letra doce assim como você, Chico?
Quem? Me diga.


Adoro a fala  da ideia de amor e do processo da composição dessa música.

"Cantarolando parecia (...) que a música queria dizer isso e eu tinha que ir atrás depois, explicar essa cidade submersa (...) Coloquei esse amor adiado, esse amor que fica pra sempre, essa ideia do amor como algo que pode ser aproveitado mais tarde, que fica até de baixo d'agua, que vai ser usado por outras pessoas. O amor que não foi utilizado porque não foi correspondido então ele fica ímpar e fica pairando, esperando que alguém apanhe e complete a sua função de amor."


quarta-feira, 9 de março de 2011

Niños, Pedro Guerra e o que eu não entendo.


Foi um amigo quem me apresentou a musica de Pedro Guerra anos atrás e, desde então, acompanho como posso o trabalho dele. Sob o meu olhar,  ele é poeta e compositor sensível, irreverente, ousado e talentoso. Cheio.
Adoro estes álbuns de sua autoria, Bolsillo e Raiz mas sigo ainda viciada no Ofrenda. Neste ultimo mencionado, Niños é  uma das canções mais fortes. O cenário da musica é o de uma das partes do Rio e de tantas outras cidades também. As batidas dos instrumentos traduzem de maneira singular a tristeza que a letra revela. Letra e melodia: casal que se entende. Contraditoriamente, eu entendo cada dia menos, a realidade deste mundo  onde a igualdade parece não caber.

Niños  - Pedro Guerra


A 30 pisos de altura frente a la playa de copacabana
La calle huele a humedad a fruta sexo bronceador cachaza
A 30 pisos de altura veo la vida que me mira y pasa
Bebiendo agua de coco frente a la playa de copacabana

Cuando den las diez no volveran a casa
Se quedaran ahi no volveran a casa
Cuando den las diez los niños de la playa
Se quedaran ahi no volveran a casa

Como los coches luz de farola
Como los gatos y las baldosas
Como las tiendas y los buzones
Como basura por los rincones
Como los perros intentando vivir, viviendo

Desde la asfixia y la altura veo el temor de la ciudad dormida
Nada se intuye en el aire de la violencia en la que todo gira
Colombia avanza y el mundo no sabe nada y si lo sabe olvida
Y todo sigue girando morir al dia es parte de la vida

Niño del dolor que cuelga de los coches
Y aspira oscuridad crecida de la noche
Niño del dolor sin nada a que agarrarse
Perdido en la ciudad ya es parte del paisaje

Como los coches luz de farola,
Como gatos y las baldosas
Como las tiendas y los buzones
Como basura por los rincones
Como los perros intentando vivir, viviendo

A muchas horas de casa miro la luz de la ciudad torcida
La inmensidad del df. la multitud que en el smog respira
A muchas horas de casaotra mirada nos observa y mira
Y la serpiente emplumada quedó atrapada y ahora es luz cautiva

Niño del dolor haciendo piruetas
A cambio de tener migajas o monedas
Niño del dolor que juega a hacerse grande
Ausente del amor ya es parte de la calle

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A poesia da rotina



Texto prosaico e suave.
Quase tristemente doce.
Sofisticado.


Não existe uma musica desse cara que eu ouvi ate hoje e não tenha conseguido inspirar em mim sensação de mergulho na beleza da simplicidade.

Bom dia, Universo!