segunda-feira, 15 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Amigas/os talentosas/os
Um dia me perguntaram o motivo do meu gosto por filmes tristes.
Eu não sabia como responder a pergunta mas sabia que eu não gostava somente de filmes tristes, gosto de filmes que revelam beleza.
Os conceitos de arte assim como o de beleza são subjetivos, eu não vou me ater a eles aqui. O que posso dizer é que a arte, de maneira mais ampla, sempre despertou em mim sensação de ressurreição mas sobre essa sensação, posso falar em outra postagem. Hoje, quero falar de amigas/os talentosas/os.
Tenho amigas/os talentas/os. Consigo ver em muitas/os uma capacidade fascinante em desenvolver ideias ligadas a arte que se não estão publicamente reveladas, estão com certeza presentes por onde eles passam.
Por exemplo, tenho um amigo que toca teclado. De baixo do pé de uma mangueira, quando o vento sacode um punhado de folhas secas, ele recomeça pela derradeira vez o blues do fim da tarde. E eu, sonhando, quase durmo.
Tenho outro amigo que transforma música em imagens. Traços que me levam a lugares que não conheço. Outro amigo escreve e me põe a refletir de maneira mais profunda sobre o assunto articulado. Uma amiga que imprime emoções em versos. Uma outra que pinta e faz esculturas. Outras/os declamam, fazem rir, cantam, inventam objetos e contam estorias.
Eles/as criam e reinventam sensações e por achar isso belo, a partir de hoje, vou aproveitar esse espaço para "guardar-mostrar" essas belezas.
Adélia Prado explica O Poder Humanizador da Poesia mesmo em contextos tristes, o que me faz compreender de maneira mais ampla meu gosto por muita coisa.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Fome de dizer
Há algumas semanas, postei lá no A Brazlian Housewife in the USA um texto que falei, entre outras coisas, sobre a saudade que sinto de me expressar através das diferentes formas do dizer, bem peculiares da Língua Brasileira. Entre outras razões, essa saudade talvez deve-se a minha percepção angustiada em relação ao ensino ainda engessado da Língua Inglesa oferecido na maioria das redes de ensino nos Estados Unidos. Tenho uma professora de inglês que, sob o meu ponto de vista, faz um excelente trabalho. É motivadora, “humana” e dinâmica, o que justifica minha opinião sobre sua atuação em sala de aula. Mas um aspecto sobre o ensino de língua que questiono, como também no Brasil, é a resistência que ainda existe sobre a prática de ensino da língua e o ensino da adequação do uso de suas variedades. O/a aluno/a vai para escola para aprender a ler e escrever na língua padrão. Ponto. Ele/a já tem o conhecimento das variedades porque essas já fazem parte do cotidiano deles/as. O ideal seria que a escola desse uma importância maior e mais séria em relação ao ensino da adequação da língua e suas variantes em diferentes contextos, como cito no texto abaixo. A partir desse ponto de vista, venho refletindo sobre a prática do ensino de uma língua para uma não-nativa, ou seja, o meu caso. Eu não falava e nem lia inglês antes de vir morar nos Estados Unidos. Eu não tenho os pés fincados nesta cultura e, portanto, não tenho conhecimento das variedades da Língua Inglesa daqui. Esse aspecto, inerente a língua em qualquer cultura não faz parte do conteúdo programático da escola onde estudo. Em outras palavras, apenas parte de uma língua me está sendo ensinada. O que fazer? Por hora, resta-me vivenciar esse conhecimento out of school. Hoje, resolvi organizar melhor as ideias do texto e postá-lo aqui no DSM, mas não poderia deixar de citar meu contentamento e alegria em saber que está sendo distribuído pelo Ministério da Educação do Brasil o livro Por Uma Vida Melhor de Heloísa Ramos para a rede pública de ensino brasileira. O livro toca nas questões acima mencionadas, preconceito linguístico, adequação do uso da língua, ensino da Língua Portuguesa nas escolas entre outros questionamentos. A mídia anda dizendo que o referido livro está criando polêmica. Será mesmo o livro que está criando polemica? O companheiro Guilherme Caspar lança um olhar diferente aqui: Desconhecimento linguístico, manipulação discursiva ou os dois? Outro texto que aborda questões interessantes sobre o assunto é Quem é o iletrado?, de mesma autoria, e que foi fruto de um comentário que ele deixou e NÃO foi publicado em um tal blog. (babados do mundo da blogosfera, rs)
Desejo aos/as tagarel@s uma ótima leitura!
FOME DE DIZER
Tenho sentido falta de falar Português brasileiro. Arri égua, tenho mesmo! Mais do que isso, sinto falta de me expressar através de “dizeres” peculiares da Língua Brasileira, mais especificamente, os do Nordeste. Não seria diferente já que cresci no meio de pessoas que se comunicavam, a maior parte do tempo, usando uma lista vasta deles. Dos mais engraçados e ricos em significados aos mais carregados de preconceitos, os quais cutucavam sempre a minha atenção, talvez pela possibilidade de análise ainda imatura da semântica, que eu tentava fazer, do que pelo próprio uso “automático” no cotidiano.
Anos mais tarde, a partir dessa inquietação, tive a ideia de escrever um projeto para o CNPq, durante a minha graduação em Letras na Universidade Estadual de Santa Cruz, Ditos Populares na Região Sul da Bahia: Origem e Mudanças. Foi uma viagem massa que me convidou não somente a entender as faces da "língua em pó", mas a continuar entendendo sua diversidade. Foi realmente um convite para:
- Compreender que preciso ter o domínio do conhecimento das regras propostas pela Gramática Normativa, mas vê-la também através de ângulos diversos e assim questioná-la e investigá-la e pensá-la. Sempre.
- Perceber a língua como instrumento vivo, que está em constante mudança e que, exatamente por isso, sua bisavó foi um pitéu, sua mãe brotinho e você é uma gatinha. (se eu não estiver atrasada, claro. rs).
- Repensar sobre o conceito extremista de “certo” e “errado” quando penso na pergunta dirigida para um nativo brasileiro: Você fala bem o Português? "Certo" e "errado"... conceitos ainda tão deturpados nas instituições de ensino e na sociedade.
- Pensar na língua e suas variedades como ferramentas democráticas de comunicação que podem e devem ser usadas, compreendidas e aceitas em diversos contextos.
Depois disso e de acessar outros conhecimentos, troquei meu disco! Hoje, eu penso que o que deveria existir é o direito dos falantes terem o Conhecimento Diverso da Língua Portuguesa! - que para mim, make sense to say Língua Brasileira - Ter o direito ao conhecimento diverso da LB é saber usá-la livremente, podendo adequá-la em contextos variados. Quanto mais um falante conhece as variedades da sua língua, mais domínio e entendimento ele terá sobre a mesma e o mundo que o cerca.
Mesmo apreciando a música francesa e compreendendo significados, mesmo lendo notícias em italiano, falando espanhol, estudando inglês e tentando absorver o máximo de como essa língua funciona aqui, eu ainda não domino essas línguas. Ainda não pratico essas diversas formas do dizer inerentes a elas. Falar uma língua não é dominar um conjunto de regras somente, é saber decodificá-la e compreendê-la a partir de vários ângulos. Então, fica a nostalgia de falar “caralho”, “tomar na sua porra”, “não mexa com fogo”, “muchibento/a”, “pimenta no uc dos outros é refresco”, “quem rir por último, rir melhor” (mesmo não concordando, rs), “de boa intenção o inferno anda cheio”, “vai te catá” , “se pica daqui”, “massa”, “fique na sua” e tantas outras formas do dizer.Como esse blog é canal de interação e troca de experiências, pensei na possibilidade de trocarmos esse conhecimento. Então você que fala inglês, que domina essa língua, que está aprendendo ou que tem o mesmo interesse que o meu, matemos a fome de dizer e digamos! Mesmo sabendo que dizer FDP e sanavabiti tem sabores diferentes. Diga o que você sabe, qualquer expressão, gíria, ditado popular, linguagem virtual or any way to comunicate.
Desde aqui, minha contribuição. Pebinha... mas é contribuição. rs
1 - “ginormous” (grandão, enorme, gigantesco). Eu ouvia isso toda hora e ficava pensando... “que diabo é isso?” Uma hora o contexto explicou sem precisar de tradutores online ou dicionários.2 - “Frenemy” (amigo/a fingido/a, falso/a, duas caras). É uma mistura de friend (amigo) com enemy (inimigo). Vi em um filme e numa revista e fiquei curiosa. O marido ajudou na explicação.3 - “Let sleeping dogs lie” (não cutuque o cão com vara curta, não brinque com fogo, deixa pra lá). Eu só lembro desses por agora, se lembrar de outros, volto e posto.
Abraço nocês tudin!
Luz
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Repensando a finalidade do batom
Criatura de quatro anos perguntando para tia:
- O que é isso, tia?
- Batom
- E o que cê tá fazendo?
- Passando batom.
- E pa que serve isso?
- Pra deixar os lábios mais bonitos.
- E porque não fica, tia?
(Muitas gargalhadas!)
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Rocambole Light
Ingredientes
500g de peito de peru moído
200g de queijo ricota
1 ovo
1 cebola grande ralada
1 cebola pequena em rodela
1 cenoura grande ralada
1 maço grande de espinafre
250ml de caldo de carne ou legumes
Cominho e sal a gosto
Modo de fazer
Tempere o peito de peru com cominho e sal.
Em seguida, acrescente o ovo, a cebola e a cenoura raladas. Misture bem.
Abra a carne em um pedaço de filme de PVC. Recheie com uma camada grande de espinafre e distribua o queijo ricota em pedaços ou em farelo. Enrole a carne com o auxílio do plástico. Transfira o rolo de carne para uma assadeira e acrescente a cebola pequena em rodelas. Regue com a metade do caldo de carne e cubra com papel alumínio. Leve ao forno por 40 minutos, 425F. Após esse tempo, retire o papel alumínio e regue mais uma vez com a outra metade do caldo de carne. Deixe por mais 20 minutos no forno ate o rocambole ficar dourado.Dica 1: Antes de retirar o rocambole do PVC e transferi-lo para a assadeira, sugiro que deixe antes no congelador por uns 15 minutos. Dessa maneira, o rocambole não se desmanchara na hora que você estiver tentando tira-lo do PVC.
2: Prefiro usar caldo de legumes ou carne natural pois esses podem conter menos sódio que os comprados em caixinha.
3: Carne vermelha e de peito de frango moídas são boas como base desse prato também.
Bon Appetit
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