sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mesmice


Quando era criança, alguns nomes de mercearias/vendas/botecos/armazéns chamavam a minha atenção.
Secos e Molhados. Era o que lia nas placas ou paredes desses estabelecimentos.
Curiosa, um dia perguntei ao meu pai o que aquilo queria dizer e ele me respondeu que Secos e Molhados são pontos de comercio onde você encontra de tudo um pouco. Pensando nisso, adotei essa ideia e trouxe para esse blogue. Falar de um bocado de coisa em um mesmo lugar. Coisas com texturas e sabores variados. Pensando também na possibilidade de metáforas que essas duas texturas distintas poderiam insinuar. Nada mais do que nem a metade do vendaval de olhares que capto sobre cotidianos cheio de sabores e texturas.
E tudo isso pra dizer que esse blogue não esta se parecendo nadica com o que se propôs. (:


Oxe!



domingo, 3 de abril de 2011

Bolinha de Queijo


Eu acho muita malvadeza pedir pra fazer Bolinha de Queijo nos dias  que eu estou de dieta. Falta de sensibilidade da p*.
A sorte é que eu tinha uma patota em casa e a da foto, foi a única.
A única que não resisti. Felizmente!
Hummmmmmmmm!

Ingredientes


300g de muzzarella ralada
300g de  parmesão fresco ralado
3 colheres (sopa) de requeijão ralado
1 ovo pequeno
3 colheres (sopa) de amido de milho
Óleo para fritar
Sal e oregano a gosto

Modo de Fazer


Misture tudo, modele as bolinhas e frite em óleo bem quente.

                                                                            Assim:


Assim:



E assim!




Conselho: não faça da fritura uma rotina mas uma vezinha no ano, se permita uma meia porção. Não mata. (:

*pinoia (alguem ainda fala pinoia?)



domingo, 27 de março de 2011

Quando a rotina não é somente uma rotina


Assim:

Levantam e fazem a cama. Come uma fruta, escova os dentes, toma banho, coloca a roupa, o batom, alimenta a bichinha e voa para a van. Assina a frequência, cumprimenta os colegas e os estudantes. Trabalha. Lê, pesquisa, confere, corrige, devolve os livros, imprime atividades, deixa recado, olha o relógio e novamente voa para a van. Chega em casa. Cumprimenta o companheiro, preparam o almoço, muda a roupa e corre para a aula de dança. Volta. Pega a correspondência, acena 'oi' para o vizinho, recolhe o jornal da varanda, comem, coloca a coleira na bichinha e caminham. Volta.
Coloca o chapéu,  molha as plantas, recolhe as folhas secas, corta parte da grama. Toma banho, coloca a roupa e olha o relógio. Faz a tarefa de casa, envia e-mail para a professora, corrige textos dos estudantes e prepara uns envelopes. Responde os e-mails, checa as contas, estuda, arruma a bolsa e voa para a aula. Cumprimenta os colegas e a professora. Lê o texto, traduz a música do dia, pergunta, consulta o dicionário, faz anotações. Pega os novos livros e o endereço de um novo sitio na web. Olha o relógio. Volta para casa. O jantar está pronto. Troca de roupa, atende o telefonema,  fala com a mãe, a amiga e o tio. Checa lista de compras do dia seguinte, jantam. Coloca a roupa para lavar, os frascos para esterilizar e desliga a TV. A noite continua...


E assim:

Levanta. Dá e recebe um monte de beijos. Colocam um lençol limpo e uma das músicas preferidas no aparelho. Abre a cortina, olha o céu, come e oferece uma fruta. Escova os dentes cantando engraçado, toma banho de olhos fechados, coloca uma roupa confortável e coloridinha. Pinta os lábios com um batom cheiroso, deseja 'bom dia' para a bichinha e vai para a van olhando as flores coloridas nos vasos da varanda.
Pela janela, acha graça da menininha no skate, cumprimenta com um sorriso a jovem de camiseta vermelha e segue ouvindo música. Recebe um torpedo. Sorri.
Chega. Assina a frequência, gosta da pulseira da colega, sorri para os estudantes. Trabalha alegremente. Convida a  moça da biblioteca para um suco na cantina. Tagarela um bocado. Entra na van, fica seguindo o desenho que o avião fez no céu, envia um torpedo. Diz que ama. Sai da van. Tropeça. Ri de si mesma.
Faz uma limonada, coloca na geladeira.  Fala sobre a manhã. Ouve sobre a manhã. Na aula de dança, se arrisca a tagarelar na língua estranha com uma estranha. Sente um frio gostoso na barriga. Supera. Sua, se perde no ritmo, o reencontra, toma água, sorri. Volta. Pega a correspondencia, rasga o envelope como uma criança no caminho de casa. Vibra! Distraída, acena para o vizinho. Neste dia, joga o jornal no lixo. Vai caminhar com a bichinha. Volta. Cuida do jardim alegremente. Toma banho, ouve uma entrevista interessante. Come biscoito de nozes olhando a rua pela janela. Toma água. Respira.
Termina o trabalho em casa e os de casa. Troca a roupa, vai para a aula. Estuda, estuda e estuda. Conta uma piada aos colegas. Devolve os CD's emprestados. Anota nome de sitios legais e de um evento na cidade. Regressa. Troca a roupa. Conversa com todos com euforia. Recusa a chamada de uma propaganda chata na TV. Escuta um conselho. Pensa. Faz biquinho. Volta a sorrir. Coloca a roupa pra lavar, os vasos para esterilizar e desliga a TV. Põe uma música no aparelho. É convidada para dançar e a noite continua...



sexta-feira, 25 de março de 2011

18 caridades!




De vez em quando eu sou uma menina boazinha.
Muito boazinha!
Mas só de vez em quando.



quarta-feira, 23 de março de 2011

O peido da vagina


Noite de verão escaldante. Um cardume colorido e purpurinado de mulher desembesta a tagarelar sem respirar. Assuntos vários. A cerveja e o rum com coca e gelo rodam a mesa freneticamente quando...

- ahhh, fulana... uma pergunta!
- Diga!
- Sua vagina já fez uns barulhinhos esquisitos na hora H?
- Você está  me perguntando se minha vagina já peidou nahorinha.

(Gargalhadas) 

- Isso! Sim, sim, isso mesmo,  peido de vagina.
- Já. Já sim. Por quê ?
- Ai, menina! Porque quando acontece comigo, eu morro de vergonha, não sei onde enfiar a cara. Um dia eu estava...
-Perae! Meninas: quando vocês estão nahorinha e a vagina peida,  sentem vergonha, é?

Nesta hora, muitas gargalhadas.
Pausa para a reflexão (...)

Ué! (alguém ainda fala "ué"!?) Eu penso que esse  é um assunto que pode ser conversado sem constragimentos. Sem que ninguém se sinta um peixe fora do cardume. A questão é que 80% da mulherada na roda disse SIM. Sentem vergonha quando a dita peida.
Antes de tudo, os flatos vaginais ou peidos, como eu me refiro, são gases expulsos pela vagina fazendo os lábios (os da dita) vibrarem. Certo? Okay! Não possuem odor, a não ser que a mulher esteja com algum corrimento patológico e, o barulho se parece aos dos gases fétidos porque a vagina não tem o músculo circular que contrai e retrai conforme a vontade do indivíduo. É por esse motivo que a mulher não controla a saída de ar pela vagina. Geralmente, posições em que o pênis  pode sair constantemente (tá! Aquele vai e vem tooooodo) causam mais frequentemente os flatos como, por exemplo, a posição de quatro e a que a mulher fica por cima do homem ou da mulher (mulher por cima de mulher e homem de homem, sim. Aqui todo o mundo cabe).

Então tá! A parte marromeno biológica está explicada. Agora a tagarelagem:

Penso que a mulher pode sentir vergonha numa hora como essas por vários motivos. Às vezes pode faltar intimidade com o parceiro/a ou com o corpo dela/e mesmo. Outras vezes pode ser inexperiência pela  propria surpresa do acontecimento e, em outras tantas, a falta de malandragem do parceiro.

Para!

Entende-se por falta de malandragem do parceiro neste contexto: o cara que já sabe o que é o peido da vagina e mesmo sabendo do beabá todo, ao ouvi-lo pela derradeira vez ele para a transa, arregala o olho como se estivesse vendo/ouvindo um E.T. e diz: Ooooops!

Despara!

Ohh, meu amigo... 'Ooops'? Isso  é lá motivo para parar a coisa? E isso  é lá coisa que se diga numa hora dessas?
E o que o malandro faz? O malandro continua! Se for o chefe dos malandros então... ele ainda faz uma gracinha nahorinha pra te fazer rir e gozar ao mesmo tempo.
Caso tenham se calado no momento e você comente depois, ele vai te fazer rir disso, principalmente se tiverem uma intimidade gostosa. Não se espante se o malandro disser em seu ouvido que nem Mozart faria aquilo. Não é ofensivo.  É praticamente um elogio, um jeito de te ver rir. Ele deve gostar muito de te ver sorrindo.
Mas se de todas as maneiras, seu parceiro  é um malandro e você continua envergonhada, então acho que quem deve se tornar malandra é você.
Entenda que  o peido da vagina é natural, faz parte do contexto e, se os dois souberem aproveitar, pode ser muito engraçado, nunca constrangedor.  Quando acontecer, ria da situação e/ou continue o que estava fazendo. Mostre ao malandro ou ao não-malandro que você sabe sê-lo. Compreenda que quando você peida (o fétido), esse peido é seu, você é a responsável por esse mas quando a sua vagina peida, esse é um peido à dois. Pois então... peidem, riam e sejam felizes, oras!

Considerações: "Flatos vaginais: gases vaginais, ou ainda garrulitas vulvae (do grego garrulitas: gorjeio, loquacidade, tagarelice"     --------------------> Perae, como assim? A dita tagarela tb? (:

Fonte: Montgomery, Malcolm, Ediouro, Mulher - Uma radiografia, São Paulo: 2005.

Por que nem tudo...



Feijão com arroz: sempre perfeito!
Family Guy: por que nem tudo é perfeito. (: