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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Mesa para o backyard Before e Depois

Eu gosto de criar e reinventar coisas. Gosto de reaproveitar e pensar em métodos do fazer mas nunca pratiquei o quanto gostaria. Lembro vagamente de ter montado uma estante de livros quando morei num apartamento pequeno. Encomendei a madeira e o tijolo ecológico. Bem cara de cidade litorânea.
Há dois meses, minha sogra estava se desfazendo de uma mesa. Fiquei olhando e tentando adivinhar o ano que ela tinha sido comprada. O estilo bem oitentinha não me permitiu errar: ferro dourado, tecido de veludo em algum tom de marrom cor de bufa. Ahh, tinha botões tambem. Oitentona mesmo! O vidro da mesa não tinha um arranhão sequer e o acolchoado estava perfeito. Decidi! Levo pra casa. Mas o que fazer com ela?
Outras ocupações chegaram e larguei as possíveis ideias  num canto esperando pela minha disposição. Enquanto isso, fui pesquisando na internet mil maneiras de reformar cadeiras, comprando algumas ferramentas básicas e depois de umas semanas, comecei a reinventa-la:

- desparafusei o recosto e o acento da base das cadeiras;
- aspirei e escovei ambos;
- lixei todas as partes de ferro retirando qualquer rastro de ferrugem;
 - pintei com tinta em spray;
 - preguei tecido nas partes acochoadas e
 - remontei tudo de novo. Pronto!


A mesa que foi comprada em 1987 para uma dining room ficou com cara de mesa nova para o backyard. Embora o acabamento não esteja perfeito, eu fiquei feliz com o resultado. Como disse um amigo, " é legal olhar para algo na nossa casa com a cara da gente." Comprado pronto ou feito por nós!
O valor de uma mesa para backyard custa em torno de $450,00 a $856,00 nas lojas que pesquisamos. O valor da nossa ficou $100 fechadinho contando com as ferramentas básicas que não tínhamos e que vamos usar sempre. Custou quase meu dedo indicador também. Detalhes em seguida. rs


E o que ou quem me inspirou para a missão impossível? Margaretss! Margaret é uma figura que conheci no mundo virtual, comecei a ler o blogue dela e não parei mais. Além de trabalhar com desenvolvimento, manutenção de websites e customização de blogs, ela inventa uma coisa nova todo dia, repagina coisas e sai colorindo tudo. Mexe com tinta, tecido, madeira, o diabo a 4 e, sempre com unhas impecáveis. E os pés também. rs Coisas de Gênia.

iOJO! Cuidado com grampeador de tapeceiro, por favor.  Isso  é quase um matador em série. Literalmente. rs


Se você tem um móvel em sua casa que não curte mais, sugiro que você... pegue o telefone correndo e ligue para 555-666-7777. Pego o voo e cobro barato. hihihi tomisentindo!

sábado, 12 de março de 2011

Quando o diabo fala com você.

Comecei a tarde disposta a me livrar da atividade-mais-que-chata de recolher todas as folhas secas do frontyard. No meio do serviço, ele se aproxima:

  (...)


-The only problem is the wind. It doesn't help.
- That is true. But I have to finish it today. The rain is coming.


E continuei o serviço: arrastar as folhas, fazer montanhas gigantes, abrir o saco e empurrá -las com a pá e o pé  até  encher o saco. E o meu também. Rezando o terço para que o vento não  levasse embora todo o meu trabalho. E ele se aproxima rindo desta vez:


-When I'm doing it here, I drag it to the street 'cause the wind blows the leaves to the everywhere but if you want to do it, pay attention, nobody can see.
- Oh, really? It's not a bad idea but the street looks soooo clean. I'm fine doing like that. Thank you.


(...)

E eu fiquei pensando:

"Ahh, então foi essa  %$#*^#%~*"<*. que escondeu na moita da grama seca a porcaria mole que o cachorro dela fez no verão passado em meu jardim e eu peguei sem querer, apavorada com a mão atolada, ham?"

Agora vejam, eu tentando fazer meu trabalho direitinho e o diabo tentando me corromper.

Diabo de vizinha! Rhum!


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Porta e aperto!

No começo do ano passado, passei por um aperto daqueles. Tinha acabado de chegar aqui nos Estados Unidos e com disposição para entender como funcionavam as coisas no novo pais de morada e as coisas na nova casa. Primeiras semanas foram meio embaraçosas. A dishwasher lavava mas não secava a louça porque eu não estava acionando o botão corretamente. A dryer parava de funcionar em exatos cinco minutos porque eu fazia confusão ao cronometrar o tempo ideal para secar e as roupas saiam de la ainda molhadas. Os sprinklers ficavam la fora girando sem medida a manhã toda.
Com o tempo, fui aprendendo como lidar com esses aparatos mas o que não esperava era ficar trancada pelo lado de fora por causa de uma porta. Uma suposta simples porta.
Sozinha em casa e de toalha (pronta para tomar banho) fui pegar minha cadela no quintal e quando voltei, a porta estava fechada. Mais do que fechada. Ela estava trancada, amarrada, presa com sete cadeados e provavelmente com um pacto poderoso com cola de sapateiro. Quando recuperei minha consciência, comecei a suar, a fazer dúzias de careta e xingar, mentalmente, mil palavras bem bonitas e mimosas. Empurrei o corpo com muita força contra a porta, girei a maçaneta 578 vezes, olhei para o céu e para o chão pedindo socorro não sei a quem mas a desgraçada estava la, sacaneando com minha cara. Era fim de tarde e o sol radiante (rindo de meu desespero, provavelmente), barulho de criança brincando pela rua (o que e' raro onde moro), vozes de gente rindo e eu... suando igual uma pamonha e pensando que diabos eu ia fazer.
Sair de toalha e pedir ajuda aos vizinhos com o inglês mixuruca que eu tinha? Não! Eu morreria de nervoso e talvez iria conseguir somente chorar. Se tivesse com roupa, me arriscaria. Mas de toalha? Tsc, tsc.
No entanto, sabia que eu precisava fazer alguma coisa e a única lâmpada que ascendeu no cabeção foi abrir o portão da lateral e passar correndo para a garagem mesmo se todo mundo achasse que eu fosse louca ou uma sem-vergonha mesmo. Fiz! Deixei minha bichinha no quintal e partí  sem olhar pra cara de ninguém. Com as mãos tremendo, digitei a senha do portão e a porta se abriu. Aquilo se abrindo lentamente foi quase como estar de joelhos pagando promessa em plena peregrinação. Valimideus! Que sufoco! Me enfiei la na esperança da porta que da' acesso a casa estar aberta. Sem sucesso! Eu sempre tranco tudo quando estou sozinha ou acompanhada. Mania. Precaução. Esse e' o preço que se paga por ser precavida. Me lasquei!
Acho que estava fazendo uns 42 graus na garagem, uns 40 fora e uns 70 em mim. Pudera! Verão no Texas. Inferno! Eu estava presa em minha garagem agora. Praticamente sem roupa, sem telefone, sem uma mísera ferramenta para destrancar a porta e sem força suficiente para arromba-la.
Fiquei chorando, desejando que Superman existisse. Achei que fosse morrer sufocada naquele calor. Me senti impotente. Se pelo menos eu tivesse o líquido magico que Alice bebe no Pais das Maravilhas para diminuir o tamanho... mas eu só tinha Windex no armário. Me deitei no chão e,   dormi por algumas horas. Acordei, abri só um pouquinho a porta da garagem, estava tudo escuro. Um repente:   eu podia ir correndo ate a casa de minha sogra pedir ajuda, pelo menos sao 18 minutos caminhando e uns 8 botando os bofe pra fora. Mas apareceu a cena ... mulher correndo de toalha!? Não, não seria uma boa ideia. Melhor caminhar.  E devagar. Sem olhar pra trás. Foi o que fiz.
Recebi um abraço, calcinhas, pijama limpo e tudo que eu precisava para uma noite inteira de sono em uma cama macia e fresca. Namorado foi me buscar bem cedinho. Estava assustado e preocupado. Eu, não mais. r

Obs 1: Nina dormiu comigo aquela noite.
        2: Plenamente consciente de que muitos nesta situação agiria naturalmente, caminharia pelas ruas de toalha sem constrangimentos, faria a dança da mímica para um vizinho... afinal, poderia acontecer com qualquer um mas minha timidez nunca aparece em boa hora. Eis meu problema.