quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Minha bruxa nasceu!


Estou fazendo magia agora. Revelando a bruxa faz muito escondida nos limos de mim e que, até aqui, somente estava se preparando para nascer.

Para isso, começo por separar alguns instrumentos de magia.

Colher ervas das matas é o primeiro passo. Cada uma tem sua função especifica e que juntas, podem emanar poderes sobrenaturais. Por isso as seleciono cuidadosamente.

O segundo passo é  desembrulhar a grande coleção composta por cumbucas, colheres de pau, caldeirão, cristais, punhal, pentagrama, o livro das sombras e uma túnica.

O terceiro e último passo é acender velas e incensos,  preparar as infusões  e invocar todos os espíritos da Natureza e outros do Universo. A partir daí, a magia começa:

- dizer 'não' tão alegremente quanto um 'sim'. De verdade, sem penares e culpas;
- compartilhar somente se me sinto bem fazendo;
- guardar a racionalidade no bolso de vez em quando e ceder crédito a intuição;
- priorizar mais tempo para coisas que eu gosto de fazer do que para aquelas que eu tenho que fazer;
- independizar-me de mim mesma e me divertir com isso;
- falar menos, muito menos e escutar mais;
- continuar sendo grata por ainda sentir gratidão e oferecer o melhor de mim para pessoas que me veem, muito além das que somente me percebem;
- respeitar a representação do passado e deixá-lo onde está;
- expressar  minhas afeições de maneira genuína, somente da maneira que sei e  reivento, ainda que seja por meios vistos como os mais bobos;
- aprofundar o entendimento da razão de vazios me preencherem imensuravelmente mais que os cheios;
- voltar a escrever cartas para pessoas que me inspiram;
- dizer a verdade quando alguém me pergunta se estou falando sozinha e não me sentir mal em assustá-las;
- pedir desculpas para uma pessoa do meu passado e
- buscar ver o lado positivo de minhas deficiências transformando todas naquilo que eu quiser.

E assim a mágica está feita. A bruxa despe-se de sua túnica por agora, sobe na vassoura encantada e voa.

 Mais feliz e leve.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

D@s talentos@s com...




                                  O traço descontraído de Guilherme Caspar

domingo, 23 de outubro de 2011

Escondendo carne moída by Jim



      




            Video da receita: shttp://www.youtube.com/watch?v=x69lz_0NBRA     



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Luneta 56 - Doce infância


O garoto pede para a mãe algo que parece ser a coisa mais importante do mundo. Faz mil caras. Arqueia as sobrancelhas, faz bico, aperta os olhos, sapateia. A mãe segue irredutível. Nega o pedido com o gesto típico de cabeça. Cochicha algo em seu ouvido. Nada feito. Ele bufa estufando as bochechas e recomeça a fazer as caras e bocas em sequência frenética e resmungando. Agora parece argumentar seu pedido para ela, tentando vencê-la pelo cansaço, talvez. Depois de alguns minutos, ela enfia a mão na carteira e tira umas moedas. As caras e bocas se transformam agora em um sorriso que surge tomando toda a face do menino e, graciosamente, revelando a ausência de um dente. Sapateando com as moedas na mão, rouba um beijo estalado da 'pessoa mais legal do mundo' e sai correndo em direção a uma máquina de algodão doce.
Agora existe somente o garoto, o algodão doce e três sorrisos. 
Algodão doce, pipoca, caramelo e palhaço têm sabores diferentes nesse mundo. Esse mundo onde tudo cabe. Todos os sonhos e estórias. Casas que voam e girafas que surfam. Arvores que falam e tartarugas que correm. Amigo invisível e céu de chocolate. 
De repente esse mundo se transforma e você pode comer algodão doce sem que ninguém proíba. Ah! Finalmente liberdade! 
E eis que surge uma descoberta. O sabor de tudo já nao é o mesmo e agora você é  prisioneiro da saudade gostosa do mundo onde outros milhares cabiam. 

D@s talentos@s com...



  Luana e Jessica: Graciosas!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Poema sem nome


Um lado do meu amor
É amendoeira de raiz imodesta
Estoura as calçadas e ruas da cidade
Compromete alicerces, canos e frestas
Com seu tronco viril de mil anos de idade

E o outro lado
Tem copa frondosa e galhos tímidos
Sopra de leve o asfalto, refresca o calor
E derrama sobre os passantes distraídos
Folhas e flores maduras de amor.