sábado, 12 de março de 2011

Quando o diabo fala com você.

Comecei a tarde disposta a me livrar da atividade-mais-que-chata de recolher todas as folhas secas do frontyard. No meio do serviço, ele se aproxima:

  (...)


-The only problem is the wind. It doesn't help.
- That is true. But I have to finish it today. The rain is coming.


E continuei o serviço: arrastar as folhas, fazer montanhas gigantes, abrir o saco e empurrá -las com a pá e o   até  encher o saco. E o meu também. Rezando o terço para que o vento não  levasse embora todo o meu trabalho. E ele se aproxima rindo desta vez:


-When I'm doing it here, I drag it to the street 'cause the wind blows the leaves to the everywhere but if you want to do it, pay attention, nobody can see.
- Oh, really? It's not a bad idea but the street looks soooo clean. I'm fine doing like that. Thank you.


(...)

E eu fiquei pensando:

"Ahh, então foi essa  %$#*^#%~*"<*. que escondeu na moita da grama seca a porcaria mole que o cachorro dela fez no verão passado em meu jardim e eu peguei sem querer, apavorada com a mão atolada, ham?"

Agora vejam, eu tentando fazer meu trabalho direitinho e o diabo tentando me corromper.

Diabo de vizinha! Rhum!


sexta-feira, 11 de março de 2011

Não tenho mais saco


para gente cheio de certezas de que a formula da felicidade é viver tal como ela vive:
viajando para os mesmos lugares;
comendo as mesmas comidas;
vestindo a mesma roupa;
tirando as pedras dos caminhos da vida do mesmo jeito que o dela;
lendo os mesmos livros;
acreditando no mesmo deus, deuses ou desacreditando;
tendo conta no mesmo banco;
frequentando os mesmos lugares;
tomando as mesmas decisões, analgésicos e vinhos;
indo para a mesma direção e "issos" e "aquilos" e mil outros.

Não se contenta em sugerir, quer impor.

Não! Não tenho saco pra isso.
Nem abro mais porta de minha casa e nem as minhas.


E você? Não tem mais saco pra que?

quarta-feira, 9 de março de 2011

Niños, Pedro Guerra e o que eu não entendo.


Foi um amigo quem me apresentou a musica de Pedro Guerra anos atrás e, desde então, acompanho como posso o trabalho dele. Sob o meu olhar,  ele é poeta e compositor sensível, irreverente, ousado e talentoso. Cheio.
Adoro estes álbuns de sua autoria, Bolsillo e Raiz mas sigo ainda viciada no Ofrenda. Neste ultimo mencionado, Niños é  uma das canções mais fortes. O cenário da musica é o de uma das partes do Rio e de tantas outras cidades também. As batidas dos instrumentos traduzem de maneira singular a tristeza que a letra revela. Letra e melodia: casal que se entende. Contraditoriamente, eu entendo cada dia menos, a realidade deste mundo  onde a igualdade parece não caber.

Niños  - Pedro Guerra


A 30 pisos de altura frente a la playa de copacabana
La calle huele a humedad a fruta sexo bronceador cachaza
A 30 pisos de altura veo la vida que me mira y pasa
Bebiendo agua de coco frente a la playa de copacabana

Cuando den las diez no volveran a casa
Se quedaran ahi no volveran a casa
Cuando den las diez los niños de la playa
Se quedaran ahi no volveran a casa

Como los coches luz de farola
Como los gatos y las baldosas
Como las tiendas y los buzones
Como basura por los rincones
Como los perros intentando vivir, viviendo

Desde la asfixia y la altura veo el temor de la ciudad dormida
Nada se intuye en el aire de la violencia en la que todo gira
Colombia avanza y el mundo no sabe nada y si lo sabe olvida
Y todo sigue girando morir al dia es parte de la vida

Niño del dolor que cuelga de los coches
Y aspira oscuridad crecida de la noche
Niño del dolor sin nada a que agarrarse
Perdido en la ciudad ya es parte del paisaje

Como los coches luz de farola,
Como gatos y las baldosas
Como las tiendas y los buzones
Como basura por los rincones
Como los perros intentando vivir, viviendo

A muchas horas de casa miro la luz de la ciudad torcida
La inmensidad del df. la multitud que en el smog respira
A muchas horas de casaotra mirada nos observa y mira
Y la serpiente emplumada quedó atrapada y ahora es luz cautiva

Niño del dolor haciendo piruetas
A cambio de tener migajas o monedas
Niño del dolor que juega a hacerse grande
Ausente del amor ya es parte de la calle

Valeimegod! Eu to atrasada.


Noticia de jornal te faz rir?


Nunca pensar em regras ortográficas foi tão engraçado.
Vídeo bem boladinho. Gostei!








segunda-feira, 7 de março de 2011

Garantia.


Sempre tive a impressão que vou morrer ainda jovem.
Sou feliz.
Bem, estou registrando aqui só por garantia.
Vai que... ne? (rs)


domingo, 6 de março de 2011

Pelos poderes de Grayskull:

EU QUERO 1 kg de carne jabá e...



                              1 acarajé quente com pimenta

Fonte: Cozinha Brasileira - sabores do brasil

                                              Tem de piedade!