quarta-feira, 23 de março de 2011

O peido da vagina


Noite de verão escaldante. Um cardume colorido e purpurinado de mulher desembesta a tagarelar sem respirar. Assuntos vários. A cerveja e o rum com coca e gelo rodam a mesa freneticamente quando...

- ahhh, fulana... uma pergunta!
- Diga!
- Sua vagina já fez uns barulhinhos esquisitos na hora H?
- Você está  me perguntando se minha vagina já peidou nahorinha.

(Gargalhadas) 

- Isso! Sim, sim, isso mesmo,  peido de vagina.
- Já. Já sim. Por quê ?
- Ai, menina! Porque quando acontece comigo, eu morro de vergonha, não sei onde enfiar a cara. Um dia eu estava...
-Perae! Meninas: quando vocês estão nahorinha e a vagina peida,  sentem vergonha, é?

Nesta hora, muitas gargalhadas.
Pausa para a reflexão (...)

Ué! (alguém ainda fala "ué"!?) Eu penso que esse  é um assunto que pode ser conversado sem constragimentos. Sem que ninguém se sinta um peixe fora do cardume. A questão é que 80% da mulherada na roda disse SIM. Sentem vergonha quando a dita peida.
Antes de tudo, os flatos vaginais ou peidos, como eu me refiro, são gases expulsos pela vagina fazendo os lábios (os da dita) vibrarem. Certo? Okay! Não possuem odor, a não ser que a mulher esteja com algum corrimento patológico e, o barulho se parece aos dos gases fétidos porque a vagina não tem o músculo circular que contrai e retrai conforme a vontade do indivíduo. É por esse motivo que a mulher não controla a saída de ar pela vagina. Geralmente, posições em que o pênis  pode sair constantemente (tá! Aquele vai e vem tooooodo) causam mais frequentemente os flatos como, por exemplo, a posição de quatro e a que a mulher fica por cima do homem ou da mulher (mulher por cima de mulher e homem de homem, sim. Aqui todo o mundo cabe).

Então tá! A parte marromeno biológica está explicada. Agora a tagarelagem:

Penso que a mulher pode sentir vergonha numa hora como essas por vários motivos. Às vezes pode faltar intimidade com o parceiro/a ou com o corpo dela/e mesmo. Outras vezes pode ser inexperiência pela  propria surpresa do acontecimento e, em outras tantas, a falta de malandragem do parceiro.

Para!

Entende-se por falta de malandragem do parceiro neste contexto: o cara que já sabe o que é o peido da vagina e mesmo sabendo do beabá todo, ao ouvi-lo pela derradeira vez ele para a transa, arregala o olho como se estivesse vendo/ouvindo um E.T. e diz: Ooooops!

Despara!

Ohh, meu amigo... 'Ooops'? Isso  é lá motivo para parar a coisa? E isso  é lá coisa que se diga numa hora dessas?
E o que o malandro faz? O malandro continua! Se for o chefe dos malandros então... ele ainda faz uma gracinha nahorinha pra te fazer rir e gozar ao mesmo tempo.
Caso tenham se calado no momento e você comente depois, ele vai te fazer rir disso, principalmente se tiverem uma intimidade gostosa. Não se espante se o malandro disser em seu ouvido que nem Mozart faria aquilo. Não é ofensivo.  É praticamente um elogio, um jeito de te ver rir. Ele deve gostar muito de te ver sorrindo.
Mas se de todas as maneiras, seu parceiro  é um malandro e você continua envergonhada, então acho que quem deve se tornar malandra é você.
Entenda que  o peido da vagina é natural, faz parte do contexto e, se os dois souberem aproveitar, pode ser muito engraçado, nunca constrangedor.  Quando acontecer, ria da situação e/ou continue o que estava fazendo. Mostre ao malandro ou ao não-malandro que você sabe sê-lo. Compreenda que quando você peida (o fétido), esse peido é seu, você é a responsável por esse mas quando a sua vagina peida, esse é um peido à dois. Pois então... peidem, riam e sejam felizes, oras!

Considerações: "Flatos vaginais: gases vaginais, ou ainda garrulitas vulvae (do grego garrulitas: gorjeio, loquacidade, tagarelice"     --------------------> Perae, como assim? A dita tagarela tb? (:

Fonte: Montgomery, Malcolm, Ediouro, Mulher - Uma radiografia, São Paulo: 2005.

2 comentários:

Ana Carla Benet disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Luz disse...

Oi, Ana Carla. Seja bem vinda!
Ta rindo, ne? rs